Tragedy of Sabrie
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 [Fanfic] Sweet Dreams Little Dear

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Lauracf
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Feminino Gémeos Búfalo
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MensagemAssunto: Re: [Fanfic] Sweet Dreams Little Dear   Ter Out 18, 2011 7:08 pm

MadEmily ♥ escreveu:
nya, cada vez melhor :3
thanks x3

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Capítulo 18 – Lágrimas de Rubi

“-Há quanto tempo... Prima.”

O silêncio permanecia no quarto, era uma sensação cruel.

-Jack... – disse Alice, tentando observar melhor, ele acenou para ela.

-Você sempre toma o corpo de Oz nos momentos mais oportunos possíveis. – disse Break, sarcástico.

-É. Isso mesmo. – disse Alice. – Faça o favor, ele estava dormindo!

-Sim. – disse Jack, depois ele virou-se para o lado de Luna, encarando-a. – Como você disse, agora podemos conversar direito. Pena que não dá para trazer aquela rosa carmesim para cá. – disse ele, Luna deu um sorriso tosco, Alice e Break ainda estavam olhando para Jack com certo receio.

-Eu não quis dizer desse jeito. – disse Luna. – Eu quis dizer quando você fosse falar alguma coisa importante na frente dos duques ou algo do tipo.

-Então quer dizer que não estou falando coisas importantes? – disse Jack, com uma expressão séria, Luna se sentiu culpada. – Você realmente caiu nessa? – disse ele, logo em seguida soltando uma gargalhada.

-Err... – Luna pensou em dizer “Baka!”, mas ficou quieta.

-Bom, não tenho muito tempo, Oz deve estar bem irritado comigo agora. – disse Jack, em seguida, aproximou-se de Luna e colocou a mão sobre a sua testa, não intencionalmente deixando sua franja um pouco “bagunçada”.

“O-o que...”

-Até mais, prima. – disse Jack, depois deixou o corpo de Oz, que caiu no chão.

-Jack-kun... – Luna recitou um pouco confusa. – Jack-kun era meu primo?

-O-o que foi que eu falei... – perguntou Oz, no chão, sendo ajudado por Gil a ficar em pé. – Quer dizer... O que Jack falou?

-Ele falou que Luna era sua prima. – disse Gil.

-Ah... – Luna parecia distante. – É... É isso mesmo... – falou ainda mais distante.

-O quê?! – disseram Gil, Alice e Break, ao mesmo tempo, porém Oz já estava informado disso e não se abalou.

♦♦♦

“-Bom dia, Vince-chan! – era a voz de Luna, ela estava colhendo umas rosas carmesins do jardim dos Bezarius, ela aparentava algo entre 13 ou 14 anos, quando o pequeno Vincent surgiu, procurando pelo irmão.

-Eu já disse para me chamar de Vincent, e não de “Vince-chan”. – disse ele.

-É eu sei, mas Vince-chan é apenas um apelido. Afinal como anda Terence? – perguntou ela, referindo-se à uma pelúcia que Jack dera para Vincent.

-Eu cortei-o com uma tesoura. – disse Vincent, com uma expressão estranha.

-Heh? Porque você fez isso? – perguntou ela.

-Pelúcias me lembram de Alice, e eu odeio Alice! – disse ele. – Ela zombou o máximo que pôde, do meu olho vermelho, ela disse que isso é uma maldição e que eu vou trazer coisas ruins para o mundo por causa disso. Ela disse que eu nunca vou ser normal.

-Hum... Alice-kun não sabe de nada. – disse Luna, tentando consolá-lo. – Escute aqui, vou te contar algo que eu li em um livro. – Vincent pareceu mesmo interessado em saber o que Luna ia dizer. – Nele dizia que pessoas com olhos vermelhos, ao invés de uma maldição, ganham uma bênção divina, elas ganham poder para realizarem todos os seus sonhos! Elas têm o poder de salvar vidas e tornar-se uma pessoa encantadoramente especial.

-Então quer dizer que não posso ser normal?

-Heh? – Vincent havia entendido mal. – Não, não. Só se você se esforçar bastante. Agora vai lá procurar o Gilbert, vai! – disse ela, Vincent afastou-se.

Pouco tempo depois Vincent não podia mais ser visto, era apenas ela, colhendo rosas. Depois de um tempo, lágrimas começaram a escorrer suavemente pelo seu rosto, eram lembranças de quando quase toda sua família fora dizimada. Aquilo lhe era triste, mas ela ficava o maior tempo no jardim porque não gostava de ficar muito tempo junto com outras pessoas. No entanto, ela mantinha uma esperança interior de que algo bom aconteceria, algum dia.

Ela avistou um homem loiro com um casaco verde. Ela conhecia bem ele, era seu primo, embora bem mais velho que ela. Um dos seus parentes. Ele foi até onde Luna estava, sem que ela pudesse vê-lo.

-Chorando de novo, Luna-chan? – disse ele, ficando em pé próximo a ela.

-Não é por nada, Jack-kun. – disse ela, colhendo a última rosa. – É só que, é um pouco triste, lembrar desse tipo de coisa. Além disso, eu tenho que parar de chorar, porque garotas fortes não choram.

-Hum... Entendo. – disse ele. – Mas então, você quer ir visitar Alice? Ela mora confinada em uma torre, nos terrenos dos Baskerville.

-Ah! Eu quero! – disse ela. – Mas... E se eles nos virem?

-Não vão.



Um tempo depois, os dois chegaram aos terrenos dos Baskerville, no caminho, Luna ouviu uma melodia, ela foi perseguir o som e acabou se perdendo de Jack, e encontrando uma pessoa... O som vinha de um relógio de bolso que ele havia aberto, no meio da floresta, próximo a um lago.

-Err... Desculpe. – disse ela, ao ver que tinha alguém lá.

-Quem é você? – disse o homem, sentado contra a árvore.

-Luna Bon Ventury.

-Bon Ventury? – falou o homem. – Seu sobrenome realmente é estranho, sabe, mas há algo bonito nele, acho que o modo como se pronuncia... Algo do tipo... Eu sou Glen Baskerville. O que você faz aqui nos terrenos dos Baskerville?

-Ah! Eu acabei me perdendo, e vim até aqui por causa de uma bela melodia que eu ouvi... – disse ela.

-Hum... A do relógio de bolso? – perguntou Glen. – Chama-se Lacie, eu a compus, e o relógio, um amigo o fez.

-É realmente muito bonita. – disse ela. – Mas eu preciso ir, Glen-chan, Jack-kun já deve estar notando que me perdi. Até mais.



No outro dia, aconteceria algo estranho, realmente estranho. Luna foi para a sala de música dos Bezarius, e de algum modo, conseguiu tocar “Lacie” tão bem quanto à do próprio relógio de bolso. Isso chamou a atenção de Jack.

Ele foi até a sala e perguntou onde ela tinha aprendido a tocar aquilo, ela disse que apenas aprendeu, quando ouviu a melodia do relógio. Ainda nesse dia, ela encontrou em um corredor da mansão, algo muito semelhante a um par de olhos de gato, juntamente com uma tesoura ornamentada.”

-Luna-chan? – perguntaram Alice, Oz e Break. – Você está bem?

-Gil-kun. – disse ela. – Eu preciso pedir uma coisa a você.

-? – Gil ainda tentava compreender o que se passava ali.

-Vincent, ele roubou algo que eu preciso uns papéis inúteis para ele, mas neles consta a história da família Chains. – disse ela, Gil não afirmou nem negou, deu a impressão de que iria pensar.

-Oz... – disse Alice, puxando ele pela manga da camiseta, prevendo algo destrutivo, Gil foi atrás dele.

Um silêncio pairou.

-Então você é mesmo prima de Jack Bezarius. – disse Break. – Eu simplesmente não esperava por isso.

-Heh? – disse ela, depois pensou um pouco. – Pensando bem, você e Sharon-chan já deviam saber disso...

-Eu realmente achei que Oz estava tendo algum acesso quando ele se “agarrou” em você... – disse Break. – E depois Jack falando que não podia trazer rosas carmesins para cá, realmente foi algo inesperado...

-Nem me fale nisso... – disse Luna, com uma expressão de que não gostaria de passar por aquilo de novo. – Mas não tem importância, não é?

-... – depois Break levantou-se. – Preciso de mais doces...



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Obs.: Incrível como ela conseguiu enrolar o Vincent criança @.@'
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Lauracf
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MensagemAssunto: Re: [Fanfic] Sweet Dreams Little Dear   Ter Out 25, 2011 4:45 am

Capítulo 19 – Revelando a Verdade (Rosas do Passado)

-Break-chan... – disse ela, um pouco baixo, ele saiu do aposento, a porta fechou-se lentamente.

“Eu devo estar ficando louca, mas Break-chan parecia estranho, quer dizer, mais do que já é.”

Depois disso, ela descansou mais um pouco e depois se levantou para irem embora. Durante a viagem, ela parecia bem quieta e pensativa, e só olhava para fora da carruagem, parecendo procurar algo.

♦♦♦

“-Luna-chan! Luna-chan! – era a voz de Jack Bezarius, talvez fosse alguma outra lembrança antiga. – Luna-chan! – então ele encontra Vincent. – Vincent, você viu Luna por aí?

-Ela estava no jardim. – disse Vincent.

-Ah! Obrigado Vincent! – Jack saiu rapidamente outra vez.



Logo ele avistou Luna no jardim, observando as rosas.

-Luna-chan! – disse ele de longe, acenando.

-Ah! Jack-kun, bom dia. – disse ela, ele já estava próximo.

-Eu tenho boas notícias para você! – disse ele. – Lembra que falaram que sua família havia sido morta porque não encontraram os corpos de seus pais?

-Lembro, mas se você veio aqu...

-Eles não estão mortos! – disse Jack.

-O quê? – disse ela, espantada, na verdade, ela tinha feito 14 anos havia pouco tempo. – Mas, como você sabe disso?

-Porque eles estão aí, na porta da mansão, para levarem você para casa! – continuou Jack.

-Heh?! – Luna estava indignada. – Sério? – Jack afirmou em seguida ela saiu correndo.

Eram realmente seus pais. E pouco tempo depois eles foram para uma mansão da família, que se localizava no meio da floresta. Mas havia um acontecimento que viria a ocorrer mais tarde, que faria com que, a Tragédia de Sablier acontecesse.”

♦♦♦

Aos poucos ela pôde ver algo diferente para uma floresta, que parecia grandioso, ela sempre vira aquilo, mas nunca havia notado tão perfeitamente.

Sem pensar ela pulou na porta da carruagem, esperando ver melhor o que havia atrás das árvores, aquele grande monumento que parecia camuflado. Mas a porta não agüentou, abriu-se tão repentinamente e singelamente que chegava a ser cruel. E uma Luna atrapalhada voou para fora da carruagem, caindo no meio da estrada. Os outros pediram para parar a carruagem.

-Você está louca?! – era a voz de Alice, descendo da carruagem, assim como Oz, Break e Gil, Sharon e Cheryl iam em outra carruagem mais à frente, nem se deram ao trabalho de notar o acontecido, Luna estava sentada na estrada, levantando-se.

-Argh... – ela levantou-se. – Tem alguma coisa... – em seguida ela apontou para o meio da floresta. – Lá.

-Por isso você se atirou da carruagem? – perguntou Gil.

-Eu não “me atirei” da carruagem. – disse Luna. – Eu só pulei pra perto da porta para ver melhor!

-Dá no mesmo. – disse Oz.

-Que seja! – disse Luna, indo em direção da floresta. – Mas nós precisamos ver! Por favor! – ela fez uma expressão pedinte com os olhos brilhando.

-Tá bom. – disse Gil. – Vamos então.

O grupo pôs-se a caminhar pela extensão da floresta, calmamente. Era algo um pouco estranho estarem fazendo aquilo, realmente muito estranho. Mas realmente, depois de algum tempo, encontraram algo irracional: Uma Mansão Nobre. Todos ficaram espantados com o local. Entraram e vasculharam o lugar, no suposto “quintal” grandioso do local, onde haviam várias árvores antigas e bastante grandes, muito semelhantes à freixos e teixos.

Enquanto todos olhavam por aí, Break encontrou algo muito semelhante a um lápis e um caderno, todos desbotados do tempo. Ele chamou Luna para ver o que era.

-O que é isso? – disse ela, pegando o caderno e o lápis das mãos de Break, ela pareceu distante outra vez, ela o abriu, tinha algumas coisas escritas sobre a família Chains, além de algumas poesias bastante pomposas.

♦♦♦

“Chains... Era uma nobre família, um pouco estranha... Ela foi dizimada pouco tempo depois da Tragédia de Sablier... Sem dó, nem piedade... Os serviçais da mansão... O casal Chains... E a filha única deles... Foram mortos.”

Chains era uma família estranha exatamente porque, no tempo preciso de cinco em cinco gerações, o herdeiro atual ganhava o poder primário da família. Ninguém sabia como aquilo se chamava, mas sabiam que o atual Senhor da Família Chains era o tal herdeiro, e que não havia chance alguma da filha do casal herdá-lo. Graças a esse estranho “poder”, nenhum integrante da família havia feito contrato com correntes, mas este poder fazia algo semelhante ao “Contrato Legal” da Pandora, pois eles podiam ter as correntes para si como se fossem contratantes, mas sem marca de contrato ilegal, além do efeito colateral, que, a primeira vez que esta pessoa o usasse, parava de envelhecer.

Aaron era o nome do Lord Chains. Ele casou-se com uma nobre de uma família de importância semelhante à “Bezarius” há cem anos atrás, o nome dela era Mor Bon Ventur. A Mansão Chains era longe da cidade, em meio às florestas, e por essa razão não foram engolidos pelo Abismo. A Tragédia de Sablier ocorreu quando a filha única do casal tinha por volta de 15/16 anos. A corrente “domesticada” do Lord Chains era um cavalo enorme, branco como a neve, cintilante e belo, Aaron chamou-lhe de “Byron”.

...

A filha do casal rejeitava todo professor ou professora que lhe era concedido para as mais diversas matérias, como Música, Pintura, História, Literatura. Ela falava a seus pais que conseguia fazer sozinha e que era perda de tempo, porque ela não precisava de professores. Também não aceitou servo algum, quando, aos dez anos de idade, lhe foi oferecido um, ela disse que era “independente”. Ela aprendeu várias coisas sozinhas, incluindo várias línguas. Também como não poderia controlar corrente alguma, foi ensinada a lutar com espadas, no qual ela se mostrou suficientemente eficiente, mas era melhor manejando uma pistola.

Quando a garota tinha 12 anos, seus pais sumiram e ela encontrou-se desmaiada, acordando na casa dos Bezarius, que eram seus parentes maternos, lhe dizendo que seus pais tinham falecido.

Dois anos depois, eles reapareceram para buscar Luna, contando que haviam sido seqüestrados e entraram em estado de quase morte, mas conseguiram salvar-se. No 14° aniversário da filha do casal – que por acaso possuía o nome de uma deusa romana da lua – seu pai deu-lhe de presente, uma corrente prateada, com um pingente em forma de laço. Dois anos depois aconteceria o fato chamado de Tragédia de Sablier.

...

Em uma tarde, um dia antes de seu aniversário de 16 anos, a filha dos Chains estava no jardim de sua casa – que por ironia era enorme, e parecia mais um bosque -, ela era um pouco excêntrica, por sinal, e também gostava de escrever poesias e sinfonias, porém em um lugar pouco normal: Sentada no galho de uma das árvores. Seus pais também eram “pouco convencionais” e não se preocupavam com isso, nem com o fato de que ela usasse poucas vezes as roupas tradicionais da família, que ironicamente eram a maioria, de coloração variada de tons de violeta e lilás, além de prata, e em poucas vezes, preto.

A garota ouviu um som estranho, diferente do que estava acostumada. Era o som de algo semelhante à... Espadas, e um rugido. Antes desse som, um ruído de vidro quebrando foi ouvido. A garota estranhou e desceu da árvore, caminhando a extensão pelo jardim, com o caderno em que escrevia na mão. Entrou em casa. Logo ela pensou que podia ser seu pai treinando esgrima, e sua mãe... Bem ela era um pouco desajeitada...

Quando entrou em casa, largou o caderno e pegou uma xícara com chocolate quente. Ela não gostava muito de chá, mas gostava de café e chocolate, como o resto, era inconveniente. Decidiu ir à sala de música, onde havia o violino, piano, etc.

Logo que abriu a porta, ela viu uma cena desagradável, que fez com que ela derrubasse a xícara da mão, do imenso choque que levou, lembrou-se das conversas dos serviçais, e até de seus pais, sobre os assassinatos das famílias nobres.

“-Sangue...”

Ela ficou chocada, entrou no aposento e observou mais. Até que ouviu passos, além de perceber de que ainda havia alguém no local. Saiu correndo o máximo que pôde. O máximo que era possível. Seu pai deveria estar no quintal frontal da mansão. Ela correu. Correu. Pelos corredores que passava, várias pessoas que trabalhavam na casa, estavam... Mortas... Ela conseguiu pegar sua espada, além da pistola que sempre carregava, ela chegou à Porta Principal. Trancada. E aquele alguém, aquele assassino, ainda estava lá. Ela correu para pegar a chave, não achou, então descaradamente deu um tirou no cadeado. Abriu a porta.

“-Sangue...”

Lord Chains tombou lentamente. A garota observava pasma, quando repentinamente uma lâmina afiada quase lhe acertou. Ela saiu correndo, Byron sempre estava em frente à mansão. A próxima tentativa de assassinato da jovem foi quase certeira, novamente, mas, acertou somente o braço. Ela saiu correndo. Byron não estava onde devia estar, saiu correndo novamente, para onde quer que fosse somente corria. Chegou a um lugar bloqueado por troncos que formava uma espécie de muro, um dos assassinos começou a se aproximar, “ela” tinha cabelos rosados, lhe era desconhecida, e possuía uma corrente semelhante a um leão, usava uma capa estranha e também possuía uma pistola. A garota usava a corrente que ganhara de seu pai como pulseira, um dos tiros errados do assassino, acertou justamente o pingente, jogando-o longe. Depois disso, ela esquivou para trás uma vez.

Ela era realmente pouco eficiente com espadas, mas tentou defender-se com a espada que possuía, o assassino retirou-a de suas mãos com simplicidade, usando a corrente leonina. Então a garota pegou a pistola, dois tiros ela acertou no braço do assassino, mas logo em seguida, acabaram-se as balas. A “assassina” estava prestes a matá-la.

-Byron! – gritou, com alguma esperança. – Byron! BYRON!

O assassino apenas observou com curiosidade, porque afinal, os olhos castanhos da garota haviam tornado-se prateados e brilhantes, e logo após, um enorme cavalo branco surgiu, era uma corrente, que atacou o estranho assassino, deixando-o inconsciente. Depois a garota montou em Byron e saiu rapidamente do local, o mais rápido possível, para um dos únicos lugares que sempre considerou seguro: A Mansão dos Bezarius.

Chegando lá, antes que ela pudesse entrar no local, ouviu uma conversa de que Jack estava na mansão dos Baskerville. Foi pedido a ela, antes que pudesse explicar qualquer coisa, que fosse atrás de Jack. Foi até a mansão pelo que se lembrava dos dois anos que havia passado com os Bezarius, pelo caminho que Jack lhe ensinou para que pudesse visitar Alice.

Quando ela chegou no local, Jack e outro homem – este de cabelo preto e olhos arroxeados – estavam todos ensangüentados e feridos, enquanto Jack quase dava um ataque fatal no de cabelo preto. Que esquivou para trás, quase no local onde a garota estava, sendo que ela esquivou. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, uma escuridão com tons de púrpura inundou o local, e ela desmaiou.

Acordou em um local semelhante à uma caixa de brinquedos quebrada.

-Abismo... Como nas histórias... – pensou ela.

Ela tentava refletir o que havia acontecido, ela sabia do poder herdado pelo pai dela, de domesticar correntes. Porque aconteceu o mesmo com ela? Se aquilo só surgiu de cinco em cinco gerações?

Depois de correr por horas naquele local, ela ouviu um choro que parecia ser de uma criança pequena, em meio a lamúrias e soluços, essa pessoa falou “Nós nunca fizemos nada a você, porque você nos odeia Vincent!”. Depois aquela dimensão pareceu começar a se desintegrar, e ela ouviu um grito, mas não era dessa primeira pessoa, era alguém pedindo para que mudasse o passado. Logo depois, tudo começou a voar, mas ao invés de ir para cima, ela foi para baixo, indo para no local de onde o choro veio.

Em pouco tempo ela estava frente a frente com uma Alyss louca e descontrolada, e a garota fez o menos convencional possível: deu um tapa na cara de Alyss. O mundo voltou a ficar estável e sólido.

-Quem é essa pessoa? – disse Alyss. – Cheshire, acha que devo matá-la?

-Hahaha... – era a risada maníaca de Vincent. – Você vai matar alguém importante para Jack?

-Heh? – Alyss olhou para Vincent.

“-Vince-chan... O que você faz aqui? – pensou a garota.”

-Isso mesmo que você ouviu Alice! – disse Vincent. – Ela é prima de Jack, você vai matá-la mesmo assim? Mesmo que Jack esteja morto.

-Mentiroso... Mentiroso... – disse Alyss. – VÁ EMBORA! – Vincent sumiu tão instantaneamente quanto Gil.

-Cheshire... – disse Alyss. – Eu quero que você... Mate-a.

Cheshire preparou-se para dar um belo soco na garota, mas, de qualquer modo, ela conseguiu deixá-lo paralisado por algum tempo.

-Escute aqui... – disse ela, caminhando até Alyss. – Acha que é só você que perde as pessoas de quem gosta?! – ela parecia estar chorando, assim como Alyss. – Você perdeu Jack e ponto final. – ela parecia estar abrindo as feridas de Alyss com essas frases. – Eu perdi a minha família, os meus parentes, a corrente dos Chains, e meu primo. Ainda assim vai dizer que Vincent é mentiroso?!

-Hum... – Alyss gemeu baixinho. – O que você fez com Cheshire...?

-Algo que você não sabe. – disse a garota, as duas choravam. – Agora... Eu quero que você me mande de volta para casa...

-E porque eu faria isso?!

-Por que... – disse a garota, seus olhos mudaram para prata cintilante, com tons de carmesim e púrpura, ela colocou a mão sobre o ombro de Alyss. – Você... – ela parecia estar “tomando” para si mesma a energia de Alyss. – Não tem escolha. No fim das contas... Não gostaria de ver Jack triste, não é mesmo?

No fim das contas, a garota forçou Alyss a levá-la para sua dimensão novamente. Mesmo contrariando a si, Alyss o fez. Ela parecia exercer certa influência a ela, mas não do mesmo tipo que Jack ou Oz.

Ela voltou à dimensão humana, passando antes por uma dimensão destruída de Cheshire, onde encontrou o mesmo, morto. Assim, ela de algum modo ressuscitou-o, fazendo com que ele se tornasse sua corrente, e depois se encontrou desmaiada, muitos anos depois de seu tempo. Onde foi encontrada por Oz, Alice, Break, Sharon e Gil.

Como ninguém conseguiu encontrar seu corpo, há 100 anos atrás, quando sua família foi dizimada, deram-na como morta, sendo que esta não era a verdade real...

Como o poder que herdou de seu pai era como um contrato legal com certos colapsos, ela não envelhecia mais desde os 15, embora sua idade real, sem contar os anos que passou no abismo, era de 16 anos.”
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MensagemAssunto: Re: [Fanfic] Sweet Dreams Little Dear   Sab Nov 19, 2011 7:08 pm

Boa Leitura!

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Capítulo 20 – Fora de Tempo

Luna soltou a caderneta e o lápis sem pensar, parecia não estar consciente – embora estivesse com os olhos abertos. Os outros a observaram com curiosidade. Quando ela finalmente voltou ao “agora”, avistando, ao invés de memórias, o solo arenoso do local, ela ficou em pé, instável.

-Luna-chan? – disse Alice, Luna sorriu de forma um pouco insana.

-Estou bem. Estou bem. – disse ela, olhando para cada qual que ali estava, encarando-a com curiosidade, antes que todos voltassem a expressão facial típica, ela deu outro sorriso um pouco lunático. – Quero dizer, tem um lugar que nós temos que ir. Tem um lugar que Luna Chains tem que ir.

-Chains? – disse Oz, incrédulo. – Isso quer dizer que você lembr...

-Isso mesmo, Oz-kun. – continuou Luna. – Os meus pais foram mortos um pouco antes da Tragédia de Sablier. – ela hesitou por um momento. – Adivinha quem foi a garota assassina de cabelos rosa que os atacou...

-Lotti Baskerville...? – disse Oz.

-Hai, Hai, Oz-kun. – Luna parecia estar um pouco mais confiante.

-Ah, um momento... – disse Gil. – Chains não era uma família considerada estranha por ter um poder anormal sobre as correntes, que era passado somente de cinco em cinco gerações?

-Exato, Gil-kun. – disse Luna. – Bem, eu conto mais detalhes depois, mas, é sério, precisamos ir à Sablier, eu tenho um assunto pendente com uma pessoa.

-E que pessoa seria essa? – perguntou Break.

-Alyss-kun. – disse Luna, depois da expressão de espanto sumir do rosto dos outros, ela continou. – Só preciso da confirmação de vocês, se vocês vã...

-Se vamos com você para Sablier? – continuou Break. – Mas é claro.

-Ahn, então tá. – disse Luna, em seguida ela chamou Cheshire, e mandou que ele os transportasse para Sablier, todos ficaram espantados, pois pensavam que iriam de carruagem, e não pelo poder de uma corrente.

Em poucos minutos já estavam em Sablier, próximos a parte etérea e sombria que lá havia. Luna foi até a borda, estendeu o braço em direção ao buraco, enquanto parecia concentrada, Gil aproximou-se.

-Qual é, o que você fez com Cheshire?! – disse ele, indignado.

-Só coloquei um pouco de poder nele. – disse Luna, respondendo a pergunta retórica de Gil. – Agora ele tem mil e uma utilidades. – em seguida ela soltou um sorriso despreocupado, e em seguida, começou a sussurrar para aquele profundo éter.

Depois ela voltou até onde todos estavam, eles pareciam confusos, mas a verdade era que Luna também estava, um pouco por receber suas memórias de volta, um pouco por não saber o que houve de errado com o portal que deveria aparecer para o abismo. Se fosse há alguns anos atrás ela conseguiria fazê-lo com sucesso, mas o que haveria de errado agora? Alyss poderia estar mais forte, ou realmente eles necessitariam da quinta porta para chegar até ela...

Antes que qualquer um pudesse fazer qualquer movimento, portais para o abismo abriram-se, prendendo cada qual que ali estava com correntes fortes. Alice já estava prestes a soltar-se para acabar com as outras correntes e portais que ali surgiam, mas o olhar pidão de Luna fez com que parasse, pois ela devia ter uma boa desculpa e um bom assunto pendente para ter que cair no abismo por vontade própria, porque, que pessoa com suas capacidades mentais saudáveis faria isso?

Depois de algum tempo, todos, um por um, caiu no abismo. Pararam no “quarto” de Alyss, mas tudo parecia muito calmo, muito pacífico, muito pacato. Quando as pelúcias e brinquedo ali existentes começaram a tremer insistentemente, eles perceberam que algo estava errado. Algo estava muito errado. Em pouco tempo alguém pareceu surgir na extremidade do aposento.

-Alice-chan. – disse Luna, ela dava alguns passos à frente, cautelosa. – Creio que Alyss não gosta muito de você, então fique longe dela, okay? – Alice apenas confirmou com a cabeça.

-Hm... Creio que Liam-kun enlouqueceria se visse isto aqui. – falou Gil.

-Eh... Creio que sim. – confirmou Break.

Eles estavam analisando o local, e até mesmo mexendo em algumas coisas. Oz encontrou um porta-retrato com o vidro quebrado, no chão, olhou-o por algum tempo, ele limpou o objeto, afastando os fragmentos de vidro partidos em vários pedaços. A foto que continha nele mostrava várias pessoas conhecidas. Ao total eram cinco pessoas, Jack estava no meio, e como era o mais alto, tinha maior destaque, ao seu lado, mais abaixo estava Alice, com um longo vestido preto e vermelho, mais abaixo, na parte central, por serem mais baixos estavam Gilbert e Vincent, e do outro lado estava Luna, com uma expressão distante. Vincent estava abraçado em Gil, Jack dava uma gargalhada contagiante e Alice tinha uma espécie de sorriso “Alyss”.

Ele mostrou o porta-retrato aos outros, enquanto Luna ainda dava uma olhada pelos “cantos” do local. A sombra daquela pessoa realmente pareceu surgir da escuridão, dando lugar a vestes incrivelmente alvas.

-Ohayou, Chains-san. – era a voz de Alyss, Luna virou-se rapidamente.

-Ah, Alyss-kun. – disse ela, com um sorriso um pouco insano. – Há quanto tempo.

-Vejo que você trouxe companhia, não é? – Alyss continuou, ela segurava uma pelúcia de coelho branco. – Se eu me lembro bem... Aquela ali é o maldito coelho negro! – os olhos da vontade do abismo pareceram encher-se de lágrimas e ela começou a chorar. – Nande?! Oz-kun escolheu aquele maldito coelho negro do que a mim?! Ele vai se arrepender muito de ter escolhido aquela maldita!

-Ótimo. – Luna suspirou. – Depois quando falo que você tem algum problema mental, eles não acreditam...

-Eu posso ter algum problema mental, sim. – Alyss pareceu mudar a expressão. – Mas pelo menos eu não sou tão idiota a ponto de esquecer de que... O tempo no abismo é algo realmente distorcido e... – Luna pareceu ficar espantada.

-E ninguém nunca pode voltar ao seu tempo normal. – Luna pareceu “baixar a guarda”, e recebeu algum golpe forte de Alyss, ela recuou alguns passos.

-Hm, Chains-san... – disse Alyss, caminhando calmamente até ela, antes que Luna pudesse mover-se algum objeto caiu ao seu lado, Oz havia atirado o porta-retrato. – Lembra de uma coisa, ou então será que você esqueceu? O seu poderzinho de controlar correntes vem é do abismo, embora ninguém saiba como a “jovem herdeira dos Chains recebeu esse poder antes de cair no abismo que envolveu a Tragédia de Sablier”...

-Ah... – Luna recebeu outro ataque de Alyss, e caiu ajoelhada, então ela viu a foto do porta-retrato, e lembrou-se daquele dia. – Tudo bem... Tudo bem... Alyss-kun... – a vontade do abismo continuou virada de costas para ela. – Alyss-kun! ALYSS! – como Alyss não estava escutando-a ela simplesmente jogou o porta-retrato nela.

-O que é isso!? – disse Alyss com raiva.

“O tempo... Porque ele é... Tão cruel assim para mim? Ah... Agora que eu os tenho, não vai fazer mal algum se eu os perder, não é? Creio que sim, até porque, em algumas vezes é bem melhor ser a Princesa do Gelo que não se importa com ninguém, porque quando é assim... você não precisa ter que se preocupar se vão atacar justamente alguém próximo à você.”

-Alyss... – disse Luna, quase gritando, os outros estavam presos em correntes e Alice não podia fazer nada, tamanho poder que emanava da Vontade do Abismo. – Você está certa em relação ao tempo no abismo ser distorcido, e quem nele entra não pode voltar ao seu tempo normal... – Alyss parecia realmente escutar, Luna olhou para os seus amigos e hesitou. – No entanto... Se você puder mandá-los para seu tempo... – ela estava falando de Gil, Alice, Oz e Break. – Se só por uma vez você puder fazer isso... Eu juro... Eu prometo que... Você pode até me matar...

-Luna-chan! – disseram Alice, Oz e Break.

“Ah... Eu queria poder assassinar o tempo... Só assim... Isso não seria triste... Acho que na verdade... Eu odeio finais...”

-Hai, Hai... – disse Luna, limpando com a mão algumas gotas de sangue que escorriam pelo seu rosto. – Está tudo bem.

-Hum... Isso parece ser uma tortura para você... Eu gostei da ideia... – disse Alyss, refletindo.

-Você promete? – perguntou Luna, pedindo um minuto à Alyss e cambaleando na direção dos outros. – Peço desculpas pelo inconveniente... Mas... Isso é algo meu, então... Até mais! – ela tentou sorrir.

-O quê?! – disse Alice, segurando-a pelo braço. – Você vai realmente fazer isso?!

-Claro, porque não? – respondeu Luna, ainda tentando sorrir.

-Você vai simplesmente desistir?! – perguntou Oz, incrédulo.

-No fim das contas eu tenho um plano... – sussurrou Luna, apenas para que Alice e Oz ouvissem. – Eu só preciso de um aperto de mão de Alyss. Mas quando eu penso que talvez não funcione...

-Ah então é isso... – comentou Oz ao mesmo tempo em que Alice.

-Err... Você vai mesmo fazer isso? – agora era Break quem perguntava.

-Eu já disse, sim. Quantas vezes eu vou ter que afirmar? – Luna pareceu hesitar antes de continuar a caminhar em direção de Alyss. – Afinal, o Chapeleiro ainda tem a Lebre de Março para suas festas do chá, ele não precisa do Cavalo Branco para atrapalhar!

-Heh? – Break parecia confuso. – O que você quer dizer com isso? – Luna apenas deu de ombros.

“Realmente, finais são tristes...”


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P.S.:Anyway, eu podia ter ignorado esta parte, porque a história já está praticamente na parte da "insanidade do Leo". Mas não faria sentido.


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MensagemAssunto: Re: [Fanfic] Sweet Dreams Little Dear   

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[Fanfic] Sweet Dreams Little Dear
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